Como funciona a cobrança judicial?

Seja na indústria, seja no comércio, é difícil encontrar uma empresa que não tenha
lidado com a inadimplência de clientes. Primeiro, tenta-se buscar uma solução
amigável, como o reparcelamento da dívida. Porém, quando abordagens do tipo não
são suficientes, o jeito é partir para uma cobrança judicial.

Entenda a cobrança judicial

Nas negociações extrajudiciais, as tratativas acontecem entre as partes, sem o
envolvimento de advogados. Buscam-se meios para facilitar o pagamento, como
extensão de prazos e abonos financeiros.

Essa saída traz vantagens dos dois lados. O cliente endividado consegue honrar com os
compromissos sem sofrer penalidades legais. Já o credor, que também tem despesas
fixas e precisa receber o pagamento em dia, mantém algum faturamento.

A chamada cobrança amigável funciona, por exemplo, quando um consumidor é
demitido e não tem mais recursos para quitar uma compra a prazo. Um novo cálculo
do valor em aberto, com parcelas reduzidas, poderá se encaixar no orçamento do seguro
desemprego.

Contudo, nem sempre o contato com devedores traz retorno positivo. Se, mesmo após
várias tentativas, a pendência continuar, deve-se recorrer à Justiça. A ação de
cobrança, devidamente ajuizada, tem por objetivo a execução da dívida – mesmo que seja necessário penhorar bens do indivíduo.

Vale lembrar que muitos inadimplentes tentam fraudar seus credores. Eles podem
alegar não ter condições de saldar o que devem, esquivando-se da responsabilidade.

Nessas situações, pode-se realizar uma pesquisa patrimonial nos departamentos de
trânsito e no Cartório de Registro de Imóveis do município. Se houver carros, motos,
terrenos, apartamentos ou outras propriedades em nome da pessoa, comprova-se a
possibilidade de liquidar o débito.

Vantagens e desvantagens da cobrança judicial

Acionar a Justiça para reaver quantias em atraso significa desgaste. O processo, além
de lento em alguns casos, é oneroso. As somas a serem recebidas podem ser pagas gradativamente, em pequenas prestações – sem contar os custos com os honorários dos
advogados.

Em contrapartida, o formato judicial reduz o risco de prescrição da dívida. Títulos
antigos levam a uma cobrança ainda mais morosa. Logo, as consequências legais
podem ser o “incentivo” que faltava ao inadimplente para resolver sua condição.

Grandes indústrias e conglomerados de lojas costumam negociar altos montantes com
seus fornecedores. Basta um atraso para causar um rombo significativo no orçamento
e diminuir a competitividade de mercado da companhia.

O mesmo vale para quem vende um apartamento e, com o dinheiro das prestações,
vai pagando outro imóvel. Parcelas em aberto de um lado comprometem a saúde
financeira na outra ponta.

Nessas horas, contar com a experiência de uma empresa de cobrança ajuda a
encontrar a melhor estratégia. Com a terceirização de cobranças é possível evitar desgastes com o cliente que, embora reconheça que é importante sanar seus débitos, pode ter a relação desgastada por algum deslize no processo de cobrança.

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